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Extrativistas do Ouro Preto realizam coleta da castanha nesta época do ano; seca que atingiu região deve reduzir a produção 

Todos os anos, na época que vai de dezembro de cada ano e até março do ano seguinte, os extrativistas de Guajará-Mirim, no passado chamados de seringueiros, realizam a coleta da castanha, um dos produtos oferecidos pela natureza na imensidão da rica Floresta Amazônica.

Também conhecida como Castanha do Brasil ou Castanha do Pará, o produto faz parte todos os anos da fonte de renda da população extrativista.

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O site Guajará 190 ouviu o extrativista José Avilhaneda Amontari, da Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto e integrante da nova geração de líderes do movimento extrativista no Estado de Rondônia, para colher informações sobre a atividade.

Segundo ele, o produto é coletado de forma artesanal, com muitas dificuldades e perigos representados pela imensidão da mata.

Os ouriços, onde a castanha se localiza, após cair das imensas e frondosas árvores, são recolhidos e quebrados a terçado (facão) e amontoados no local onde são encontrados para depois serem recolhidos e depositado em um local definido para ser ensacado e transportado para venda na cidade de Guajará-Mirim.

Ainda segundo Avilhaneda, hoje uma lata de castanha custa entre 85,00 e 100,00 reais. A chamada “barrica”, medida também usada na venda, é formada por 6 latas do produto e hoje o preço custa entre 510,00 e 600,00 reais.

Avilhaneda diz que a safra deste ano deve ser inferior a do ano passado em função da forte seca que castigou os rios da região, afetando drasticamente os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré.

Fonte: Guajará 190

Texto: Aluizio da Silva

Fotos: José Avilhaneda Amontari

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